amor
Fevereiro 19, 2008
Eis a bandeira vermelha que ergo no deserto de meu labirinto.
Esta bandeira ficará erguida, desfraldada, solta, voando ao lado de meu trono.
A cada acoite dos ventos, seu leve tecido rubro me derrubará até que eu aprenda a cair em pé como os felinos e não mais quebrar meu chão de delicados espelhos.
Embora não tenha real noção de sua estatura, sentarei em meu trono sob sua sombra até o dia em que o vento a acoitará violentamente sob a minha.