tudo o que eu ouço é:
Fevereiro 19, 2008
“Não!”. “Eu digo não a vida! Digo não as cores! Digo não a pluralidade!” isso é tudo o que eu ouço das pessoas. Escuto isso em suas palavras, e, principalmente, no silêncio, como se houvesse algo de afirmativo nessa negação. Um silêncio perante a vida tão avassalador que faz tremer toda a superfície da terra.
Os homens, seres do sexo masculino, adoram mostrar o quão são felizes com o autoconhecimento de seus corpos pela masturbação. Adoram afirmar de forma histérica a sua sexualidade e como esse autoconhecimento trás prazer, um prazer de libertação e a libertação pelo prazer. Mas, e se eu os mostrasse algo de aterrador no autoconhecimento? Algo prazeroso, algo de terrível e temível, mas, que constitui a grande magia e poesia da própria vida? Algo que eles poderiam demonstrar fora das quatro paredes de seus quartos sem perder o prazer do gozo; talvez não um gozo fisiológico, mas, um gozo Nobre.
Onde está a “coisa em si”? Alguém me responda!